Depois da Tailândia e Camboja, o país final da nossa viagem pelo Sudeste Asiático foi o Vietname.

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VIETNAME

A curiosidade que tínhamos relativamente a este país era enorme, talvez por ser menos explorado pelo turismo, fator que nos agrada.

Apesar de termos idealizado a chegada em todos os países por avião, pois as burocracias são mais facilitadas, alterámos as datas durante a estadia no Camboja e por isso acabámos por fazer uma longa travessia de autocarros (17horas!). Estes autocarros, além de serem casa de algumas baratas, costumam ser considerados perigosos, pois as viagens são feitas durante a noite por estradas em más condições, e em velocidades excessivas; no entanto, tudo correu bem connosco. Fomos de Siem Reap até Ho Chi Minh, cidade também designada Saigon.

Ho Chi Minh, a maior cidade vietnamita, é bastante desenvolvida, com um trânsito frenético, onde atravessar estradas pode ser considerado uma aventura.

 Decidimos começar a viagem na zona norte do país. Fomos de avião até Hanói, onde ficámos 3 dias, uma cidade mais pequena e pacata, mais tradicional também.

Hospedados mesmo no centro, acordámos bem cedo no dia seguinte para assistir ao nascer do sol na mítica ponte vermelha. Mas para quem anseia por ver o nascer e pôr do sol como em Portugal, bem pode tirar essa ideia da imaginação. Pois o céu no sudeste asiático nunca está totalmente limpo, existe sempre uma neblina que faz com o que o sol por ali seja bem diferente. Explorámos Hanói, caminhando do Old Quarter até ao Tran Quoc Pagoda, um templo budista. Junto ao lago Hoan Kiem, é engraçado veres como tantos vietnamitas começam o dia bem cedo com exercícios, e são bastante cómicos em alguns movimentos.

Depois de mais algumas caminhadas e de conhecermos melhor a cidade, terminámos o dia no The Summit Bar, voltando depois ao Old Quarter.

No hotel onde estávamos hospedados comprámos a ida para Halong Bay para o dia seguinte. É imperdível e sabíamos isso, porém é preciso atenção na hora de organizar esta visita, pois é muito fácil cairmos no erro de pagar demasiado caro pela experiência. Acabámos por negociar (regatear é a palara-chave por aquelas bandas) um preço que consideramos justo para o que foi proporcionado: cerca de 75€ cada pessoa por 1 dia em Halong Bay com dormida no barco.

O céu estava um pouco nublado, mas ainda assim valeu a pena. Os conjuntos de rochedos que se elevam na água, fazem daquela baía um cenário incrível, ainda que tenhas de partilhar a experiência com algumas centenas de pessoas.

Depois de uma noite agradável a bordo do cruzeiro, regressámos a Hanói para mais um voo até Hoi An: a cidade mais pitoresca e bonita do Vietname, para alguns de todo o sudeste asiático. E é de facto um sonho: candeeiros pelas ruas, casas amarelas misturadas com templos budistas coloridos, mercados e lojas, tudo nas margens de um rio que se enche de velas a flutuar e onde podes passear de barco. Sentimo-nos num cenário de filme, rústico e romântico e rapidamente nos apaixonámos por aquele sítio. Ficámos hospedados numa casa de alojamento local, com ótimas condições, onde vivemos com uma família durante esses dias. O povo vietnamita é muito afável e simpático, sempre com um sorriso e prontos a ajudar.

A comida no Vietname é algo inesquecível, à base de vegetais, mas com um sabor e cheiros completamente viciantes. O mercado de Hoi An era o nosso restaurante diário, e não nos cansámos dos pratos. “Dragon fruit” que no nosso país é rara e cara, era possível comprar a cerca de 1€ em todos os mercados do Vietname, doce e saborosa!

Alugámos mota e aconselhamos que o façam, assim podemos explorar a cidade mais rapidamente, e também zonas fora do centro: como os arrozais e os templos “My Son”.

Já na reta final desta nossa viagem, e com o pensamento ainda longe do Ocidente e cada vez mais embrenhados nesta cultura asiática, fomos a Cham Island, uma ilha perto de Hoi An; podes ir até lá de speed boat (mais rápido e mais caro), ou de ferry boat (mais lento e mais barato) o meio usado pelos locais. Optámos pelo ferry, pois era mais económico e queríamos viver experiências  que fossem o mais real possível à vivência dos habitantes vietnamitas e o menos turístico possível. Acreditamos que são assim que as viagens nos enriquecem e que conheces realmente os locais que visitas. Apesar de partilharmos o ferry com bastantes locais e algumas galinhas, o preço para nós, por sermos turistas, era 4 vezes mais, o que nos enfureceu bastante. Regateámos mas não tivemos grande sorte.

Cham Island é uma ilha com boas praias, ótimo marisco a um preço incrível, onde podes fazer snorkeling, bronzear-te em praias desertas, apanhar cocos diretamente das palmeiras. A ilha é como um diamante em bruto por enquanto, mas que não vai tardar a ser lapidado, pois já vimos vários materiais de contrução para começarem a erguer hóteis nas praias até então desertas.

Há poucas opções de alojamento e não são propriamente luxuosas. Mas mesmo num alojamento modesto, onde tivemos: marisco à descrição, motas para explorarmos a ilha, e localizado a alguns passos da praia, o significado de luxo pode ser interpretado de outra forma.

Deixámos aquela ilha, nada massificada pelo turismo, e toda aquela pitoresca zona para regressarmos a Ho Chi Minh, para a etapa final da viagem.

Não quisemos perder o Mekong Delta, então dormitámos num night bus, e chegámos ao mercado de Cai Rang (o mais popular e ativo daquela zona) por volta das 5h da manhã, para podermos ver a azáfama deste mercado flutuante. Uma zona de pobreza, onde muitas famílias vivem nas margens sem qualquer saneamento básico e de forma muito precária, apesar de, visto de uma maneira geral, o Vietname não nos ter parecido tão pobre como o Cambodja, talvez por terem mais mar e mais zonas verdes, daí mais fontes de alimento.

Fomos de autocarro até My Tho. Negociámos um preço simpático para uma senhora nos guiar pelos canais do Mekong Delta e aproveitámos assim o Vietname e as suas essências naturais até ao último instante.

De regresso a Ho Chi Minh, para dar início ao regresso a casa.

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DICAS

· Tal como na Tailândia e Camboja, deves regatear os preços de tudo, é constante por lá e resulta mesmo.

· Na altura de decidires qual o cruzeiro para Halong Bay, perde algum tempo a estudar o itinerário, pois alguns vão sempre demasiado perto das rochas e não vês o melhor desta zona.

· Em Halong Bay passa pelo menos uma noite a bordo.

· Ótima gastronomia e muito barata.

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ONDE FICAR

· Hoin An: Viet Nhat Homestay

· Halong Bay: a bordo de um cruzeiro ou em Cát Bà

· Hanói: um dos muitos hóteis na zona de Old Quarter

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Boas viagens!!

Agradecimentos: Joana Nogueira Soares e José Inácio

by umapranchaparadois

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