Fevereiro foi o mês escolhido. Destino: sudeste asiático, na companhia de um casal amigo.

Entre vários países que nos fascinam, escolhemos 3 . Tínhamos apenas 22 dias e a decisão não foi fácil. Começou assim a nossa aventura pela Tailândia, Cambodja e Vietname.

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TAILÂNDIA

Itinerário: Bangkok, Khao Sok, Krabi, Railey

Voámos pela Tap de Lisboa para Frankfurt, de seguida com a Air China até Beijing e finalmente até Bangkok. Cansativo, mas o entusiasmo de chegar sobrepunha-se ao cansaço.

No aeroporto de Bangkok, apanhámos um táxi que nos levou até ao hotel, mesmo no centro. Chegámos ao final da tarde, mas com o trânsito caótico da capital tailandesa, era já noite quando fizemos o check-in.

Ao lado do hotel ficava Khao San Road, uma rua muito movimentada e reconhecida por lá. Com bares, lojas, comida de rua, e muita gente, esta é uma das principais ruas do centro de Bangkok.

Ayuthaya, ruínas e História. Foi aqui que passámos o segundo dia da nossa viagem. De templo em templo, num tour de tuktuk. Foi bom ter este contacto inicial, e conhecer a importância que a religião tem para o povo tailandês.

De volta a Bangkok, o mercado de Chatuchak, um dos maiores mercados do mundo. Lá, consegues encontrar de tudo, a todos os preços (que na verdade são sempre negociáveis!! Regatear faz parte desta cultura).

Já de noite, queríamos conhecer um sítio que nos proporcionasse uma boa vista da cidade. O Sirocco localiza-se no terraço do Lebua, um hotel de 5 estrelas. Para termos acesso ao bar temos que entrar pelo hotel e subir o elevador. Junto ao elevador encontrava-se uma funcionária a “avaliar” se as pessoas estão bem vestidas o suficiente. O local é lindo, a vista também, mas com tanto mediatismo depois deste bar ter servido de cenário no filme “A Ressaca”, tem tantas limitações, cortesias e exigências que a magia perde o efeito.

Fomos da zona de Silom até ao nosso hotel a pé, passando pela azafamada China Town. Cores e agitação, comemos bem e barato, num dos muitos restaurantes dessa zona.

Usámos o tuktuk como principal meio de transporte, para conhecermos melhor estas ruas da cidade.

Subimos ao Golden Mount (Wat Saket), onde conseguimos avistar parte da cidade e fomos até ao Grand Palace, onde tivemos pena de não termos estado durante mais tempo, pois era preciso seguir viagem.

Nesse dia comprámos online os bilhetes de comboio noturno que nos iria levar para sul, até Surathani, para depois seguirmos até Khao Sok, um parque nacional fantástico.

O comboio noturno da viagem Bangkok-Surathani foi confortável e uma experiência imperdível. Viajámos em classe 2, o que significa que não tens um compartimento com porta para 2 pessoas, mas sim uma das camas no corredor. Usámos a cama de cima para guardar as nossas malas e ficámos a dormir os dois na cama de baixo, que até era espaçosa.

Em Surathani, fomos de mini van até ao parque nacional de Khao Sok. Perto de Phuket, Krabi, Khao Lak e Koh Samui, este é um sítio de sonho, e que ainda não está muito massificado pelo turismo. Um destino que nos encantou, em todos os momentos da visita.

No primeiro dia, depois de nos acomodarmos nos jungalows da Monkey Mansion (sítio fantástico a um preço inacreditável de cerca de 12€/casal), não sabíamos bem o que fazer no resto da tarde. Íamos com uma opinião formada de não compactuar com empresas que explorassem os elefantes asiáticos, como é tão frequente na Tailândia, mas se pudéssemos ter contacto com estes animais, num sítio que os preservasse e respeitasse, íamos querer aproveitar essa oportunidade. Ao falarmos com o responsável do eco-hotel onde estávamos hospedados, fomos a um desses sítios. Uma experiência única, porém contraditória.

A segunda noite em Khao Sok estava destinada às casinhas flutuantes do Cheow Lake. Um paraíso, e um dos nossos locais preferidos desta viagem. Pequenas cabanas alinhadas no meio de um dos mais bonitos lagos do mundo, com floresta a rodear as várias ilhas rochosas. Ficámos maravilhados com a primeira visão daquele cenário.

Partimos para um trekking, floresta dentro, vendo algumas espécies (de insetos principalmente!) e admirando a fauna e flora daquele lugar, durante cerca de 4 horas.

Ao jantar, um peixe fresco e algumas iguarias tailandesas encheram-nos a barriga.

Depois de um morning safari, onde vimos algumas aves e macacos, partimos para outro ponto do lago. Mais um trekking, com direito a visitar uma gruta com milhares de morcegos, aranhas venenosas e até uma cobra. Depois de uns momentos para relaxar e alguns saltos para a água, era hora de voltar à civilização.

Próximo ponto: Krabi. Objetivo: praia!

Krabi é uma cidade pequena mas cheia de agências de viagens e guest houses. Sítio onde passar a noite não te irá faltar. Isto porque Krabi serve como ponto de partida para as famosas ilhas tailandesas, é deste porto que saem todos os dias centenas e centenas de barcos, que levam os turistas para os diversos pontos mais badalados da Tailândia.

Um dos melhores aspetos da Tailândia: os mercados!! Principalmente os de comida. Comemos absurdamente barato (cerca de 3€/pessoa), e experimentámos pratos deliciosos. O melhor pad Thai foi sem dúvida no mercado noturno de Krabi.

Queríamos evitar os típicos roteiros turísticos, e seguindo os conselhos que nos deram nos jungalows Monkey Mansion, fomos para Railey, em direção à praia de Ton Sai. Antes disso, aventuramo-nos rochas acima para chegarmos ao viewpoint que nos proporciona uma vista agradável da ilha, vale a pena a esforço. Ao lado de Railey Beach, bastante conhecida e apinhada de gente, fica esta praia, mais calma e quase deserta, mas também bastante poluída. Esse foi um dos aspetos mais negativos de toda esta viagem:  a poluição. Ainda não há grande consciencialização ambiental pelo sudeste asiático, o que para nós, ocidentais, é chocante.

De regresso a Krabi, queríamos ver o pôr-do-sol no cimo do Tiger Cave Temple, para o qual precisámos de subir 1200 degraus, com alguns macacos ladrões pelo caminho. A vista é de cortar a respiração e não podíamos ter-nos despedido de melhor forma da Tailândia.

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DICAS:

· O táxi é um dos melhores meios de transportes para se movimentarem na Tailândia. Mas antes de entrarem para um táxi, perguntem se vão ligar o taxímetro, pois na maior parte das vezes tentam negociar um preço convosco que corresponde em média a 4x mais que o preço real.

· Sempre que puderem utilizem os autocarros públicos, são sempre os mais baratos e dá-te um maior contacto com os locais (mas não esperes luxos!).

· Comboios noturnos são sempre uma boa opção. Uma experiência nova e incrível e poupas o dinheiro que gastarias num quarto nessa noite. O custo é por volta de 28€ (cerca de 1049 baths) em classe 2 (nós recomendamos).

· Se tiveres espírito aventureiro, podes fazer este tipo de viagem sem reservas dos hotéis feitas com antecedência. Muitas vezes reservámos na véspera através do booking.com e nunca pagámos mais de 15€/noite (cerca de 560 baths).

Bangkok

· No Grand Palace em Bangkok tens de ir de calças e camisola, pernas e braços tapados. Caso não vás preparado para isso, podes comprar no local.

· Bangkok é uma cidade incrível, movimentada e interessante, mas também poluída. 3/4 dias são suficientes para conheceres. Atenção ao trânsito, à tarde fica impossível chegares rápido a qualquer lugar. No caso de teres avião ou comboio para apanhar, vai sempre com bastante antecedência, 01h00 ou 01h30 a mais do que previas sair.

· Em Bangkok, procura um hotel sempre no centro da cidade. Pois o tempo que perdes em deslocações acaba por não compensar o que pagas a menos.

· Há realmente quem coma insetos na cultura tailandesa, em alguns “pratos” típicos. No entanto, nós pensamos que todas aquelas baratas e escorpiões enormes que se vendem em Khao San Road, são um golpe para turistas, pois nenhum local os comia.

Khao Sok (National Park)

· Se vais a este parque nacional, não podes deixar de dormir numa das muitas casinhas flutuantes do lago Cheow.

· É possível ter contacto com elefantes nesta zona, mas escolhe bem o sítio onde os visitas, informa-te se protegem os animais e cuidam bem deles. Pois a exploração do elefante asiático é uma realidade e bem dura. Não vais querer compactuar com isso certamente!

Krabi

· Krabi tem guesthouses por todo o lado. Nem precisas de reservar sítio onde ficar na véspera. Quando chegares a oferta vai ser tanta que é fácil encontrar.

· Esta cidade funciona apenas como ponto de passagem para as famosas ilhas tailandesas. Não vale a pena passares lá muito tempo.

· Tiger Cave Temple: sobes 1237 degraus para chegares ao topo, mas a vista compensa. Assistimos lá ao pôr-do-sol e foi incrível. Cuidado na subida e descida, os macacos podem intimidar um pouco.

· Ida e volta de longboat para Railay Beach custa cerca de 8€ (300 baths).

· Refeições nos mercados locais entre as 19h e as 21h. Os melhores padthai da viagem.

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Onde ficámos:

· Siri Poshtel Bangkok

· Monkey Mansion Bungalows

· Khao Sok Lake Floating Bungalows

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Boas viagens!!

Agradecimentos: Joana Nogueira Soares e José Inácio

by umapranchaparadois