“Paris is always a good idea” – já dizia Audrey Hepburn, e finalmente percebemos porquê. A cidade das luzes, do charme, das estátuas e dos carrosséis. A sua arquitetura moderna e contrastante com a beleza da arte clássica dos seus monumentos, faz-nos crer que Paris sempre foi uma cidade romântica e de grandes artistas. Assim é Paris.

Dia 01

Chegámos ao aeroporto de Orly já ao anoitecer. Enquanto esperávamos pelo autocarro que nos levou ao centro da cidade, apercebemo-nos que os transportes públicos seriam gratuitos, uma iniciativa para combater a nuvem de poluição que pairava sobre a cidade de Paris. Apanhámos o Orly Bus (preço habitual 8,50€/bilhete) e cerca de meia hora depois estávamos em Denfert Rochereau, no centro da cidade.

Optámos por um hotel em Cour Saint-Émilion, uma zona tranquila e mais barata do que perto das atrações principais, com muita vida, restaurantes, bares e lojas, mesmo ao lado do rio Sena.

Sem malas e já de mapa na mão, decidimos ir conhecer a cidade sem roteiro definido. Visitámos a Bibliothèque Nationale de France – François Mitterrand. Acabámos por não entrar no edifício porque já estava encerrado, mas acreditamos que o interior seja digno de visita, nesta que é uma grande obra aquitetural modernista, mas com toques de convencionalismo.

Continuámos caminhada até à Gare de Lyon e à Gare d’Austerlitz, fascinados com as dimensões da capital francesa e a variedade de lugares por descobrir. Um pouco mais à frente, deparámo-nos com a tão esperada Catedral de Notre-Dame que apesar de noite, se erguia imponente entre o rio Sena, sendo quase impossível não pensarmos no Quasimodo a espreitar numa das suas torres.

Notre-Dame

Paris é uma cidade grande. Rapidamente nos apercebemos disso e decidimos usar a rede metropolitana, que apesar das 14 linhas, é fácil de compreender e leva-nos a todo o lado rapidamente.

Saímos em Hôtel de Ville, um palácio que abriga várias instituições do governo municipal de Paris. Com uma arquitetura renascentista impressionante, fica na Praça do Município e é uma paragem obrigatória.

Hôtel de Ville

Seguimos a pé até ao Centro Georges Pompidou, uma obra pós-moderna com uma “confusão de tubos” que a torna única.

Centro Georges Pompidou

Fomos em direção ao famoso Musée du Louvre, que fica no Palais-Royal.

Musée du Louvre

Já bastante cansados (e congelados!!) visitámos o Grande Arche de la Défense. Este monumento simboliza uma janela aberta para o mundo, que em tudo condiz com o espírio parisiense.

Grande Arche de la Défense

Finalmente: Arch de Triomphe, com todas as vitórias de Napoleão Bonaparte a fazerem a sua História. Fica na praça Charles de Gaulle depois da avenida Champs-Élysées.

 

Arch de Triomphe
Champs-Élysées

Exaustos e cheios de frio, fomos finalmente para o hotel.

Dia 02

Depois do merecido descanso, começámos o dia na Gare du Nord, a estação mais movimentada da Europa.

Gare du Nord

Partimos da Gare du Nord até Sacré-Coeur a pé, passeando pelas ruas cheias de bistros e esplanadas até chegar a Montmartre.

Escadaria acima, chegámos à Basílica de Sacré-Coeur, construída no ponto mais alto da cidade, de onde podemos avistar Paris (não é das melhores vistas da cidade). Esta majestosa basílica de mármore é um dos monumentos mais visitados de França.

Sacré-Coeur
Sacré-Coeur
Sacré-Coeur

A zona de Montmartre é uma das nossas favoritas, graças ao espírito envolvente e por se tratar de uma zona antiga e cultural, tal como testemunhámos na praça dos artistas, nome original: Place du Tertre. Um local encantador, onde vários pintores preenchem uma pequena praça e dão largas à criatividade. São pintores, cantores e intelectuais que dão vida àquele bairro boémio parisiense, com restaurantes e cafés acolhedores e típicos, com preços a ter em conta.

Place du Tertre

Moulin Rouge. Acreditamos que, se tiveres oportunidade para assistir a um espetáculo de cabaret, valha a pena.

Moulin Rouge

Notre Dame vista de dia: fantástica! Adorámos esta catedral, a complexa e detalhada arquitetura. Não nos cansámos de apreciar e fomos lá todos os dias da nossa estadia.

Notre-Dame

 

Notre-Dame

Voltámos ao Hôtel de Ville, também ao Louvre, e tudo era ainda mais bonito durante o dia. Tivemos sorte com o tempo, ensolarado, o que tornou o frio parisiense bastante suportável.

Hôtel de Ville
Louvre
Louvre

Assim desfrutámos de um calmo passeio pelo Jardin des Tuileries, parque com zonas verdes e fontes com patos, com cadeiras para um descanso, ou simplesmente contemplar o ambiente parisiense, muito agradável. No final deste jardim, o pôr-do-sol mais bonito ao qual assistimos em Paris. Depois de um dia de sol, com vista para a roda gigante e para a Tour Eiffel, as cores da cidade estavam quentes e o céu rosa. Romântico sem dúvida, mesmo com muitos turistas ao nosso lado, pois não nos podemos esquecer que Paris é a terceira cidade mais visitada do mundo.

Jardin des Tuileries

A roda gigante, com as cores francesas, ergue-se no centro de Paris, na Place de la Concorde. A vista sobre a cidade através da roda é bonita, porém não consideramos que tenha sido uma mais-valia e é algo que teríamos dispensado. No entanto, se és fã de rodas gigantes, deves ver por ti mesmo.

Subimos a Avenue des Champs-Élysées, através do Christmas Market, e sentimo-nos invadidos pelo espírito natalício, com as luzes, cheiros de comida, decorações e azáfama. Passado o mercado de natal, lá estavam as lojas, restaurantes e estabelecimentos habituais desta avenida, uma das mais famosas do mundo. Champs-Élysées termina no Arco do Triunfo, onde já tínhamos estado na noite anterior. Jantámos por ali, na Avenue George V, no Le Paradis du Fruit. Esta cadeia de restaurantes está em vários bairros de Paris, e consegues fazer uma refeição agradável a preços acessíveis.

Le Paradis du Fruit – Avenue George V

 

Moulin Rouge

Voltámos ao Moulin Rouge, para ver o edifício iluminado e perceber o ambiente noturno daquela zona de Montmartre, com bares e sex shops, que é bastante movimentada. Demos ainda “um pulo” a Sacré-Coeur, que é mais imponente durante o dia, e voltámos ao hotel, depois de um dia inteiro de caminhada e de respirar a cultura parisiense.

Dia 03

O terceiro dia em Paris estava destinado à Tour Eiffel, e às paisagens verdes dos jardins. Indicado como um dos mais bonitos locais parisienses, o Jardin des Plantes foi onde iniciámos o dia. Mas não contámos com alguns detalhes: Dezembro, inverno, frio… e as plantas obviamente que não estavam no seu esplendor. A maioria seca e morta do frio gelado. Este deverá ser um jardim bonito sim, mas na Primavera.

Jardin des Plantes

Hora de começarmos o caminho com destino final à Tour Eiffel, com algumas paragens a fazer durante o percurso.

Grand Palais, nas proximidades dos Campos Elísios, que hoje em dia é um centro de exposições temporárias. Um edifício magnífico, que, na altura do inverno, alberga a que deve ser a pista de patinagem mais bonita de Paris; localizada dentro da grande nave, com teto de vidro. Infelizmente neste dia a pista ainda estava em montagem, e não conseguimos entrar nessa zona do palácio.

Grand Palais

Do outro lado da estrada, o Petit Palais, de dimensões mais pequenas como o próprio nome indica, que é também um centro de exposições.

Próxima a estes últimos monumentos, está a Pont Alexandre III, uma das mais ornamentadas e extravagantes pontes de Paris.

Pont Alexandre III

Logo de seguida, o Musée de l’Armée, nas traseiras do grandioso Hôtel National des Invalides, que nos seus jardins tinha um mercado de natal.

Hôtel National des Invalides

Passava já bastante da hora de almoço, e nós estávamos nas imediações da Tour Eiffel. Com fome, optámos por experimentar a Frédéric Sicard Boulangerie, uma padaria parisiense, com várias opções de sanduíches e refeições leves e rápidas, a um preço baixo, ali mesmo no coração de Paris.

Frédéric Sicard Boulangerie

Atravessámos o Champ de Mars, uma das maiores áreas verdes da cidade, e ali estava ela, a imponente Tour Eiffel. É de facto magnífico como tantas toneladas de ferro estão dispostas daquela forma elegante e artística. Para ser perfeito, era preciso um dia de sol como o dia anterior, pois um nevoeiro teimoso apareceu e o cimo da torre ficava invisível. Mas nem isso lhe tirou beleza.

Tour Eiffel

Não subimos a Tour Eiffel devido ao nevoeiro. Pois íamos esperar na fila, pagar para subir (preços diferentes consoante a escolha de escadas ou elevador) e correr o risco de não enxergarmos um palmo à frente da cara. Não quisemos correr o risco, poupámos algum tempo de espera e fomos aos Jardins du Trocadéro, onde temos como fundo a Tour Eiffel, numa vista privilegiada. Escolhemos este sítio para assistir ao pôr-do-sol, e quando a luz solar desapareceu, surgiram as luzes da torre, e de toda a cidade.

 

Jardins du Trocadéro

Fomos de metro até Ópera, zona onde se encontra a companhia de ópera de Paris. Zona onde o Palais Garnier ganha imediatamente destaque mal se chega. Tínhamos pesquisado e queríamos conhecer aquele palácio; os bilhetes para visitar o interior estavam esgotados, mas mesmo assim não quisemos perder a oportunidade de lá ir. Admirámos a fachada, e fomos para uma fila; depois de revistados (algo que acontece frequentemente na capital francesa), entrámos no interior deste magnífico palácio. Tirámos as fotos que quisemos, admirámos o interior do palácio, fomos até à loja de souvenirs e preparámo-nos para sair, mas não encontrámos a saída. Saímos então por onde entrámos, pelas portas principais, o que levou os seguranças a interrrogarem-nos e a explicarem-nos que não podíamos ter entrado se não íamos ficar para assistir o espetáculo. Protagonizámos assim o nosso momento mais inconveniente, mas de forma ingénua. Moral da história: a visita ao Palais Garnier foi concretizada, para regalo dos nossos olhos.

Palais Garnier
Palais Garnier

Galeries Lafayette, quando chegámos já era hora de fecho, e a visita foi muito curta.

A noite avançava, a fome apertava e queríamos comer bem, sem gastar muito dinheiro nem ir para longe. Chartier, na região de Grands Boulevards, um restaurante que serve o mesmo cardápio desde a inauguração, no final do século XIX, um dos mais antigos restaurantes de Paris. Com preços inacreditavelmente baratos, conseguimos jantar muito bem, pratos típicos e bem confecionados. Uma decoração clássica agradável, os garçons impecavelmente vestidos, o atendimento rápido mas atencioso. Valeu a pena esperar quase 1 hora na fila.

Chartier

Aconchegados com a comida típica francesa e o vinho, regressámos ao hotel, para a nossa última noite em Paris.

Dia 04

Vôo marcado para depois do almoço, neste quarto dia de viagem tínhamos de optar por um sítio onde passar a manhã antes de regressarmos a Portugal.

Escolhemos então subir Notre Dame, já que o elegemos como monumento preferido de Paris. Com um custo de 12€, lá de cima uma vista panorâmica da cidade. Aspecto menos bom: o facto de não termos encontrado tantas gárgulas quanto gostaríamos. No entanto, a catedral fascina, e a vista sobre Paris também.

Foi desta forma que terminou a nossa viagem a Paris, uma cidade nova para os dois, romântica, mágica e nostálgica. Merci Paris.

by umapranchaparadois