A nossa aventura pelo Sudeste Asiático continua. Depois da Tailândia: Cambodja.

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CAMBOJA

Siem Reap, ainda que não seja a capital deste país, é um destino muito popular devido ao famoso Ankor Wat, e foi esse o principal motivo que nos levou até lá.

Chegámos por volta da hora de almoço. Se na Tailândia o clima estava quente mas ameno, aqui estavam mais de 30 graus, com um sol mesmo quente!

No aeroporto os preços dos tuktuk eram altos e apenas para 2 pessoas. Mal saímos do portão, conseguimos acertar um preço simpático para 4 pessoas, e esse tuktuk acabou por ser o nosso meio de transporte para todo o lado durante a estadia em Siem Reap. O Nathy, que o conduzia, vive em Siem Reap em busca de melhores condições de vida, longe da família e da namorada. A receita que o turismo gera aqui é a maior e faz parte das poucas fontes de rendimento de todo o país.

No primeiro dia fomos até Kompong Phluk Floating Village, onde pudemos assistir a uma pobreza extrema, condições duras de vida e sentimo-nos invadidos por um misto de sentimentos: é importante para nós conhecermos a realidade dos sítios que visitamos, mas não concordamos com a forma como é explorada essa pobreza em prol do turismo. Venderam-nos a ideia de que os bilhetes da visita (cobram cerca de 20 dólares por pessoa, mas pagámos 12 dólares) contribuem para os habitantes da cidade flutuante, mas apercebemo-nos de que não funciona assim na verdade, e o dinheiro vai, na maioria das vezes, para empresas que exploram a área. Lixo e pobreza por toda a parte, mas ainda assim: muitos sorrisos.

O dia seguinte foi inteiramente dedicado ao Angkor Wat e templos circundantes. Foi um dia intenso, de muito calor, mas também imperdível. Pagámos 37 dólares pelo bilhete de 1 dia que nos deu acesso aos templos de Angkor Wat e Angkor Thom. Templos fantásticos, que nos deixaram boquiabertos. Vale a pena perder mais do 1 dia naqueles templos, pois há da facto muitos para ver com atenção.

Angkor é uma região do Camboja que serviu de sede do Império Khmer, e significa cidade. As ruínas e os seus vários templos fazem parte do património mundial da UNESCO. Acordámos muito cedo e vimos o nascer do sol no Angkor Wat, o maior monumento religioso do mundo. Destaque para o Bayon (o nosso preferido!), com inúmeras faces gravadas na pedra, e para o Ta Prohm, com imponentes raízes de árvores a irromper pelas ruínas, e que serviu de cenário para o filme “Tomb Raider”.

Por Siem Reap ficámos apenas 3 dias, pois o tempo era escasso e esperava-nos uma longa jornada de night bus até ao Vietname. No terceiro dia aproveitámos para relaxar na piscina do hotel, e conhecer o Old Market e a Pub Street.

A nossa experiência em Siem Reap foi bastante contraditória, onde o contraste social é demasiado evidente e chocante. Todos sabemos que os países sub-desenvolvidos são pobres, mas aqui a pobreza está misturada com a riqueza. À porta dos hotéis mais luxuosos que se possa imaginar há crianças que passam fome. É também a cidade mais árida e menos verde da nossa viagem, o que a nosso ver contribui também para acentuar a pobreza. No entanto, esta foi a cidade mais cara de toda a viagem, onde o dólar é a moeda mais usada.

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DICAS

· Tuktuk é a forma mais fácil e eficaz de conhecer a cidade e os templos, pois os caminhos não são muito intuitivos e acabamos por ganhar tempo ao ter um guia.

· Tal como em toda a Ásia, os preços são negociáveis, basta ser paciente e persistente.

· Preços inflacionados: dólar é a moeda usada.

· Bilhetes para Angkor: fomos às 4h30 e a fila já era grande (as bilheteiras abrem às 5h00).

· Fizemos a tour mais pequena dos templos, que dura 1 dia inteiro.

· Prepara-te para partilhares a experiência de visita aos templos com centenas de outras pessoas, principalmente coreanos e chineses, que invadem os templos com as suas numerosas e coloridas excursões.

· A comida deixou um pouco a desejar quando comparada com a cozinha tailandesa.

· Além dos templos, Siem Reap não tem grandes pontos de interesse, daí a nossa estadia ter sido tão curta.

· Os voos para e de Siem Reap são caros. Viajámos do Camboja para Vietname de autocarro, mas os vistos têm de estar previamente tratados (ao contrário da chegada por avião, onde podes fazer no aeroporto quando aterras). A viagem de autocarro é bastante atribulada mas não foi tão má como pensávamos após alguma pesquisa. Aconselhamos a escolher camas de cima no autocarro, pois as de baixo são claustrofóbicas e mais desconfortáveis.

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ONDE FICÁMOS

· Day Day Inn

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Boas viagens!!

Agradecimentos: Joana Nogueira Soares e José Inácio

by umapranchaparadois